Nem tanto assim...

Quinta-feira, Setembro 15, 2005



Casa Nova

Não que meu pobre NTA seja mais abandonado do que o que já está. Mas uma casa nova já faz tempo era necessária.
Em fase de testes, de adaptações, de descobrir... mais ou menos como eu estou.

Quem tiver vontade de dar uma passadinha por lá, eis a localidade:

Rede na Varanda

Not to get too dramatic, but its not goodbye, its see you later...







Sexta-feira, Agosto 26, 2005



Muito o que fazer, muito o que crescer, muito o que acreditar.

Nem sempre isso é possível.

Onde estão todos?

Todos crescem por aí... E eu tenho saudades.






Quinta-feira, Agosto 25, 2005


Dois Filhos de Francisco.

ou

Dois filmes em um.

ou

Confesso, fui assistir.


Pois é. Quem me conhece sabe que não sou fã da dupla. Pelo contrário. Mas vi o trailer do filme, achei a fotografia bonita, deu curiosidade, fui ver.

Bom, do filme tenho uma opinião central: não é apenas um filme, são dois. Água e vinho. Óleo e vinagre.

Na fase das crianças pequenas, an Oscar winning film. Uma obra de arte, emocionante, poética, brasileira. Algo absolutamente irretocável.

Já na fase da dupla crescida... bem... eu me perguntava se estava assistindo ao mesmo filme. Diálogos fracos, frases óbvias, inexpressivas. Cenas longas demais. Questionáveis. Sem sentido.

Para mim, valeu pela primeira parte do filme. Verdadeiramente bela.



www.doisfilhosdefrancisco.com.br

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De perfeito também no filme foram oito meses de um certo casal :D






Domingo, Agosto 21, 2005



Fraco, asmático, anêmico...

NTA anda assim. Esquecido. Tem endereço certo, mas a moradia anda vaga, sublocada talvez. Fase de mudanças. De redescobrir. De reinventar. De bater a cabeça na parede e lutar pelas coisas mais importantes do mundo. De enxergar casa e comida. A boa notícia por enquanto é que Peter Pan me convida a voar sempre, graças a Deus.


Um adendo:

>> Nunca pensei que fosse tão bom segurar criança no colo. Ver sorrir e cuidar.






Sexta-feira, Agosto 12, 2005



Como é a vida:


Ela te apresenta escolhas sempre. Vai te zique-zagueando, driblando entre defesas e ataques, entre aceitar e abrir mão, entre sim's e não's. Hoje ela te dá uma notícia boa, amanhã uma horrível, mais tarde uma melhorzinha, e, nesse entretempo, se vai tentando entender, absorver, digerir tudo o que acontece.

Se sei viver? Até o momento acho que não. Até o momento me falta entendimento sobre muita coisa. Às vezes acho que não me encaixo muito bem aos parâmetros sociais existentes. E se essa frase soa antropológica demais, quem sabe realmente seja. Sabe-se lá quais são todas as pecinhas que formam o ser humano. Que faz pessoas se encaixarem ou não. Que faz o dia a dia dar certo. Que nos faz crescer e entender cada vez menos sobre o que é estar-se vivo.

Na minha cabeça às vezes tudo me parece claro: estamos aqui para fazermos o melhor que pudermos. Estamos aqui para amar e ser amados. Estamos aqui para fazer o bem e recebê-lo também. Mas não é bem assim que o mundo funciona, não é? Então temos teoria e prática a brigar um com o outro. Temos conceitos vazios de significados reais.

Enfim. O último ano para mim foi decisivo. [Me sinto em vésperas de reveillon, quando um balanço desses é esperado] Mas é que tentativas frustradas sempre têm esse efeito em mim: é quando reavalio tudo. É quando paro para pensar se as coisas estão sendo feitas da maneira que deveriam.

Me pego dando socos dentro de mim. O que se faz quando uma grande raiva te consome? Minha receita é pular na piscina e nadar até as pernas não agüentarem ou ir para praia. Mas nem sempre os afazeres do dia a dia te permitem essa "escapada". E aí? Para onde escoar toda a tempestade viva e borbulhante dentro de ti? Eis a questão. Não sei essa resposta.

Minha mãe diria que seria a hora de rezar. E o faço. Menos naturalmente que ela, mas o faço. Sim, acredito nessa Força Maior. A quem entrego minhas felicidades e tristezas. Por quem me foi dada minha própria existência. Mas frustrações têm que ser resolvidas dentro de mim, num processo de imersão em que tudo o que penso e sinto é julgado, reavaliado, mensurado. Penso na morte da bezerra, dou significado a símbolos, a atos, leio nas entrelinhas, vejo não apenas o hoje, mas o que está, anos por vir, à minha frente.

Talvez seja o praticismo exacerbado que tenho que me consome em horas como essas. Talvez seja a fatal mania de criar expectativas, de imaginar possíveis coisas ainda não palpáveis, de querer abraçar o mundo com as pernas, de ter o olho maior que a barriga. E minha versão de vida, minhas teorias mirabolantes sobre o viver, meu ângulo por sobre o mundo e as ações que nos são cabíveis, não aceitam lá certas coisas. E brigo com o mundo porque não o acho certo. E tenho raiva por coisas que deveriam ser simples, se fazerem complicadas.

Dá para colocar tudo isso nos "dois pontos" [do título desse derramar de pensamentos] que esperam uma definição? Provavelmente não. Parece que no fim a vida é o hoje e as noções que temos sobre o hoje. Parece que o viver é constantemente reinventado por nossas reações, por nossas escolhas, pelos caminhos escolhidos e conclusões tiradas.

E esse texto que não era para ser triste parece ter um pesar enorme sobre ele. Quem sabe seja meu humor hoje que não está dos melhores. Afinal, se há algo que pode ser afirmado em relação a vida é que há dias bons e dias ruins.







Terça-feira, Julho 19, 2005



Dolores

Seu nome era Dolores
Tão curvo era seu ser
Era triste sempre
Porque sempre triste tinha porque ser
Seu nome já dizia sua sina
E embora tudo já parecesse clichê
Ela ainda assim vivia assim
Com tudo indo contra seu mercê
E acordava Dolores
Já cheia de dores
Já sem amores
Por essa vida sem cores
Que a cada dia lhe aparecia.

Esperava-se que Dolores
Um dia se libertasse do nome
Um dia se levantasse bem alto
E deixasse de praguear.

Todos queriam Dolores bem
Porque sabiam que a vida de todos iria melhorar
Sem que Dolores tivesse motivos para lhes importunar.

Mas lá vinha ela
Tão certa e vítima
Tão forte e convicta
De que era uma sina
De que nada combina
De sua vida era mesmo ladeira.

E Dolores gritava, xingava, esperneava
E ainda assim esperava
E achava que estava fazendo o que precisava.

Mas Dolores não via
No meio de sua dor já tardia
Que não adiantava gritar, xingar, espernear
Pois enquanto fosse Dolores
Tão cheia das dores
Tão certa de si e de sua falta de cores
Tão convicta da conspiração que se fazia para sua desolação
Dolores continuaria
Cheia de dores
Sem grandes amores - até por si
Com uma vida sem cores
Justamente chamada de Dolores.

Como fazer Dolores ver
Que só acontece o que está a acontecer
Porque Dolores aceita as dores?

Como fazer Dolores crescer e entender
Que entre o sim e o não
Só existe uma ação
Chamada Opção?

Como fazer Dolores escolher
Não ser Dolores cheia de dores
Não ter pesado o seu ser?

Como fazer Dolores pular no arco-íris
E puxar uma cor para si?

Por enquanto Dolores não vê.
Por enquanto não se vê Dolores como ela deveria ser.


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Uma homenagem a "Dolores" da minha vida. E o desejo que ela seja logo quem ela deve ser.







Cadê o Gato?*

Wish List:



[e seus respectivos]

Sim, sim... São lançamentos sendo lançados, desejos crescendo, e o dindin, bem o dindin anda se escondendo por aí... >:P

* "Onde está o dinheiro? O gato comeu o gato comeu e ninguém o viu! O gato sumiu! O gato sumiu! E seu paradeiro está no estrangeiro, onde está o dinheiro!" [ Ou, no contexto atual, em malas e cuecas por aí...]

Saudades do tempo em que eu gostava de carnaval... :P

+=================

... E o que anda fazendo a Jornalista que nem no NTA mais aparece?

Anda sendo mais uma recém-formada no Brasil: catando seu espaço, sonhando alto, atirando para tudo que é lado e percebendo o tanto que ainda não sabe!







Segunda-feira, Junho 27, 2005



Acredita, criatura incrédula!!!

Pois estava a que vos fala escrevendo algumas linhas no Word quando saiu-me pelo teclado a palavra "xingara". A personagem que estava sendo escrita estava balbuciando essas palavras em pensamento e coisa e tal... Pois não é que o Sr. Microsoft Word me colocou um traçado verde embaixo da palavra? Ora, ora. Depois dos dias passados em que o cérebro foi mais que espremido em ligações neurônicas do que não-sei-o-quê, fui no dicionário eletrônico mais próximo para saber se talvez a escrita não estava errada. Esses dias têm sido assim: não sei mais como se escreve o quê. Enfim, finalmente percebi que se a escrita estivesse errada, o tal traçado indicativo seria vermelho - codificações! É assim nosso cotidiano civilizado! Tudo são códigos com seus devidos significados (mas deixa eu me revoltar outra hora. Continuando...). Não pensei duas vezes e lá fui eu colocar o cursor do mouse em cima da palavra para ver do que a marmotinha se tratava. Pois acreditem, caros amigos e passantes, que o tal Sr. Word queria que eu modificasse o meu xingara por "falara mal"!!!!!!!! É brincadeira?







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